A CLASSE TRABALHADORA EM LUTA NO PIAUÍ – A LUTA CONTINUA

Hoje mais uma Assembleia de docentes e técnicos da Rede de Ensino Público do Piauí, 9h, no “Teatro de Arena”. Pasmem, as categorias abdicaram da greve, do salário, da progressão e até de reivindicar o direito histórico da gratificação por regência...

 

Hoje mais uma Assembleia de docentes e técnicos da Rede de Ensino Público do Piauí, 9h, no “Teatro de Arena”. Pasmem, as categorias abdicaram da greve, do salário, da progressão e até de reivindicar o direito histórico da gratificação por regência. Recusaram o reajuste de 11,36% imediato. Eles aceitam para cobrir tudo isso a Auxílio Moradia autorizado pelo STF no valor de R$ 4.377,73 e aprovado pelo TJ-PI, publicado no Diário Oficial do Estado em 30 de janeiro deste, só que retroativo a setembro de 2014.  A justificativa é de a Justiça precisa ser cara para ter qualidade. A Educação não precisa de nada, os seres se educam sozinhos à semelhança de cabras, cabritos e bodes. Agora os juízes vão se manifestar sobre a legalidade da greve. O argumento verdadeiro para a greve ser ilegal é este: “- O governo não tem dinheiro; Se o governo melhorar o salário deles, o nosso não se sustentará; Logo, é melhor deixar os salários e as gratificações como estão.”

A greve continua forte e vai engrossar muito mais. As categorias deliberaram:

– Dia 03/03, às 07h, Manifestação no Prédio da SEDUC (Centro administrativo);

– Dia 04/03, às 09h, Audiência no Ministério Público sobre Militarização das Escolas no Piauí;

– Dia 07/03, 09h, Assembleia Geral na Praça da Bandeira.

Após as deliberações a AG se deslocou pelas ruas centrais de Teresina até o palácio de Karnak – vejam que até esse nome se refere historicamente a uma entidade humana que era considerada a encarnação de Deus na Terra. Assim também são os governantes.

A ação junto a Audiência Pública, no dia 4, foi adiada, mas o debate será realizado em lugar e horário a ser definido. Possivelmente à tarde, no auditório do CCE.

Aproveitamos e colocamos cópia do e-mail enviada a nós pelo Dr. Fernando Santos, membro do Ministério Público piauiense.

“Professor Marcelino e demais,

Infelizmente, não poderei realizar a Audiência Pública sobre a militarização das escolas, pois a Dra Esther Castelo Branco, que, a princípio concordou tanto com a expedição da Recomendação quanto a realização da audiência, voltou atrás e disse que concorda com a militarização das escolas. Como expliquei na reunião, apenas posso tratar da legalidade da disposição dos Policiais Militares para exercer cargo civil no âmbito da Secretaria Estadual de Educação, e estou tratando. 

                                              abs

                                             Fernando Santos”

Postado por em 1 de Março de 2016 às 01:27
Atualizado em 1 de Março de 2016 às 01:28

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